segunda-feira, abril 3

DICA: Cuide dos pés ANTES

Seus pés são "mais sagrados" que o Caminho. Sem eles, não tem como se chegar ao túmulo do apóstolo. Portanto, cuide muito bem dos seus pés ANTES, para não sofrer depois.

• VOZ DA EXPERIÊNCIA: Fui, semana passada, a uma podóloga. RECOMENDO! Além das boas dicas para cuidados com os pés, ela colou uma placa corretiva nas unhas dos meus dedões para evitar encravamento. Cada caso é um caso. No meu, era esse. Seu pé pode estar perfeito, mas é sempre bom ouvir um profissional.

• BOTAS: Amacie antes de caminhar. Nunca compre uma bota e vá direto realizar o Caminho de Santiago. Lá aonde Judas perdeu as botas você perderá toda a sola do pé, que se transformará numa bolha gigante. Escolha a marca da sua bota com cuidado. Experimente, veja qual se adapta melhor ao seu gosto. Use direto pelo menos uns quatro meses ANTES. Faça caminhadas, aqui, em diferentes terrenos para se adaptar melhor. Existem pessoas que preferem tênis. Tudo bem, eles são mais confortáveis, mas não evitam uma torção no tornozelo. Melhor prevenir do que remediar.

• MEIAS: Muitos sites e pessoas com quem conversei recomendam que se use DUAS meias com a bota. Uma fina, de preferência de algodão, e, por cima, uma grossa, também de algodão. Recomendam também que é bom lambuzar entre os dedos com vaselina, para evitar atrito e, conseqüentemente, bolhas.

• PALMILHA: Vá a um ortopedista. Caso você tenha algum problema com suas passadas, deverá desenvolver palmilhas especiais de silicone, moldadas em gesso. Eu não preciso de um corretor de passadas, mas vou comprar uma palmilha plana de silicone para melhorar o conforto do pé dentro da bota.

Um comentário:

O Pinguim disse...

É isso aí!
Uma vez fiz a Serra da Bocaina com um animal - meu melhor amigo - que resolveu estrear sua bota nova lá.
Bão, ainda em S.J. do Barreiro, começou a fazer bolhas. Recomendamos que tratasse e tal,já que precisaríamos andar muito e de noite, pero o camarada disse e garantiu que iria "curar as bolhas na água do rio".
Pois é, as bolhas sangraram, o cara, que era duro na queda, pediu para parar, mas fizemos ele andar mais 10 km na base do esporro.
Se fudeu, quando paramos ele deu mais um ataque e resolveu "bivacar" enrolado no sobreteto da barraca. Até aí, beleza, montamos nossas barracas.
Só que, last but not the least, começou a chover bagaray e o cara tinha deitado dentro de uma canaleta de água. Apareceu feito um zumbi do mato entre as barracas, tremendo feito o filhadaputa que era, implorando para entrar, sendo devidamente sacaneado desde esse dia até o final dos tempos.
O ser humano, só matando mesmo.
Abraços.
Marcelo, O Pinguim